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O MILAGRE EUCARÍSTICO DE LANCIANO
No Século VIII, na cidade de Lanciano, Itália, havia uma comunidade de monges de São Basílio, que viviam no mosteiro de São Legoziano. Entre eles, havia um que vivia assaltado por dúvidas quanto à presença real do Corpo e do Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo na hóstia e no vinho consagrados.
Certa manhã, celebrando a santa Missa, terrivelmente atormentado pelas dúvidas que alimentava, após proferir as palavras da consagração, o monge viu a hóstia converter-se em carne viva e o vinho em sangue vivo. Sentiu-se confuso e dominado pelo temor diante da transformação miraculosa.
O relato histórico deste milagre estupendo foi guardado pelos séculos e as relíquias, ou seja, a hóstia parcialmente transformada em carne e o vinho tornado sangue, foram guardados em um rico relicário de marfim, colocado sobre o altar lateral da Igreja, onde permaneceu por cinco séculos. Em 1713, a Hóstia santa passou a ser guardada numa custódia de prata e o Sangue num cálice de cristal, peça que é mantida até hoje.
A carne apresenta uma coloração ligeiramente escura, que se torna rósea quando recebe iluminação do lado oposto. Tem uma aparência fibrosa. O sangue permanece escuro, de cor terrosa, coagulado em cinco fragmentos de forma e tamanhos diferentes.
Em 1970, os frades menores conventuais, sob cuja guarda se mantém a igreja do Milagre (desde 1252 chamada de São Francisco), decidiram, devidamente autorizados, confiar a dois médicos de renome profissional e idoneidade moral, a análise científica das relíquias. Para tanto, convidaram o Doutor Odoardo Linoli, chefe de serviço dos hospitais reunidos de Arezzo e livre docente de Anatomia e Histologia patológica e de Química e Microscopia Clínica, para, assessorado pelo professor Ruggero Bertelli, Professor emérito de Anatomia Humana Normal na Universidade de Siena, proceder aos exames.
Após alguns meses de trabalho exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo o resultado das análises:
- a carne é verdadeira carne;
- o sangue é verdadeiro sangue;
- a carne é do tecido muscular do coração (miocárdio, endocárdio e nervo vago);
- a carne e o sangue contém o mesmo tipo sanguíneo, AB (o mesmo tipo de sangue analisado no Sudário), e são humanos;
- fato extraordinário: trata-se de carne e sangue de uma Pessoa VIVA, vivendo atualmente, pois que esse sangue é o mesmo que tivesse sido retirado naquele mesmo dia de um ser vivo.
A conservação da carne e do sangue deixados em estado natural durante 12 séculos e expostos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno sem explicação.
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